Saiba mais sobre o ABX464

Porque a Covid-19 pode se tornar perigosa para participantes do grupo de risco:

A Covid-19 é uma doença respiratória que pode tanto ter sintomas leves quanto severos. Participantes idosos ou participantes com fatores de risco são mais propensos a desenvolver a forma mais severa e potencialmente mortal da doença.

A chamada “tempestade de citocina” e a síndrome da hiperinflamação, causada pela produção excessiva de múltiplas substâncias inflamatórias e citocinas, pode ser observada na maioria dos participantes com sintomas mais graves.

Isso leva à síndrome respiratória aguda grave (SRAG), caracterizada pela insuficiência respiratória hipoxêmica (falta de oxigênio) aguda, aos participantes que ocasiona dificuldade para respirar e obriga à internação do participante em unidade de terapia intensiva para receber oxigenoterapia.

A produção excessiva dessas substâncias inflamatórias e citocinas precisa ser inibida para evitar a ocorrência da SRAG e, dessa forma, reduzir a severidade da doença.

Porque o ABX464 pode vir a diminuir os riscos da Covid-19:

O medicamento em estudo tem três características que oferecem um efeito triplo desejável e complementar para tratar participantes com Covid-19:

1) Efeito antiviral para inibir a multiplicação do vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19;

2) Efeito anti-inflamatório para prevenir e tratar a SRAG, sintoma severo que requer tratamento intensivo e oxigenoterapia;

3) Propriedade de reparação de tecidos que previne problemas pulmonares a longo prazo, após a cura da Covid-19.

Quais são as evidências de que o ABX464 tem esses três efeitos positivos?

O medicamento está sob estudos para o tratamento de doenças crônicas inflamatórias e também foi estudado em participantes com HIV. Durante esses estudos, o medicamento apresentou três efeitos positivos, que são desejáveis para tratar participantes da Covid-19 com eficiência.

Efeito antiviral

O medicamento em estudo apresentou a capacidade de reduzir ou eliminar os reservatórios virais do HIV em dois estudos.

O efeito antiviral agora também foi notado durante testes laboratoriais, em que demonstrou a habilidade de inibir a multiplicação do vírus SARS-CoV-2 (causador da Covid-19), de uma forma parecida ao efeito proporcionado pelo Remdesivir, o único medicamento atualmente aprovado em alguns países para uso emergencial em participantes com Covid-19. O medicamentoem estudo poderia, então, potencialmente, alcançar uma redução na carga viral (quantidade de vírus) dos participantes da Covid-19. Você pode encontrar mais informações em nosso comunicado de imprensa (disponível em inglês).‍

Efeito anti-inflamatório

O medicamento em estudo apresentou uma eficácia impressionante durante um estudo para a colite ulcerativa, uma doença inflamatória severa no intestino. A forma com que ele funciona biologicamente segue o racional para tratar a hiperinflamação observada em participantes com Covid-19, a qual pode levar à hospitalização.

A hipercitonemia (também chamada de “tempestade de citocina”) e a hiperinflamação são as causas primárias do desconforto respiratório e morte de participantes com Covid-19. Aos profissionais da saúde: o medicamento em estudo apresentou a habilidade específica de aumentar e estabilizar a resposta de um microRNA, o miR-124, que proporciona uma “pausa fisiológica” na inflamação. O miR-124 diminui e estabiliza as múltiplas substâncias inflamatórias e citocinas que estão envolvidos na tempestade de citocina da Covid-19, incluindo TNF-α, IL-1β, G-CSF, IL-6, MCP-1e IL-17.

Você pode encontrar mais informações sobre os resultados da Fase 2a dos estudos para colite ulcerativa em nosso website e no comunicado de imprensa que foi divulgado após a publicação dos resultados (disponível apenas em inglês).

Efeito reparador de tecidos

O medicamento em estudo também demonstrou a habilidade de curar lesões inflamatórias em participantes com colite ulcerativa.

Isso significa que participantes da Covid-19 podem se beneficiar dos efeitos anti-inflamatórios do medicamento em estudo, bem como de suas propriedades reparadoras de tecidos, para prevenir potenciais problemas pulmonares a longo prazo, após a infecção.

O medicamento em estudo é seguro?

Até agora, mais de 300 participantes foram tratados com esse medicamento em estudo2345, incluindo pessoas que usaram o medicamento de forma diária, por períodos de até dois anos. Com base em nossas observações, ABX464 apresentou uma boa segurança clínica e bom perfil de tolerabilidade.